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Messi é expulso, mas Argentina domina Chile e termina Copa América em terceiro

Messi é expulso, mas Argentina domina Chile e termina Copa América em terceiro
 

Com ritmo forte, time de Lionel Scaloni esquece eliminação para o Brasil e cartão vermelho polêmico para o craque; Agüero e Dybala marcam, e Vidal desconta; Messi ignora medalha e diz que Copa América está "armada para o Brasil"
 
Argentina em terceiro
 

É claro que não se trata de uma revanche, por não ser uma final, mas a Argentina mostrou desde o início que levaria bem mais a sério do que o Chile a disputa de terceiro lugar da Copa América. Depois de perder as duas últimas finais para a Roja (2015 e 2016), a Argentina dominou o rival na tarde deste sábado, na Arena Corinthians, venceu por 2 a 1 sem grandes dificuldades e saiu com o prêmio de consolação da Copa América. Messi jogou bem de novo, ainda que não tenha marcado e tenha sido expulso – os gols foram de Agüero e Dybala; Vidal descontou de pênalti. Previsão de bom futuro para os argentinos, mas de preocupação para os chilenos
 
Depois dos dois vices, a Argentina termina a Copa América em terceiro. Depois dos dois títulos, o Chile termina o torneio em quarto lugar. Agora as duas seleções pensam nas Eliminatórias para a Copa de 2022, que começam em 2020. Antes, Argentina e Chile fazem amistoso no dia 5 de setembro, em Los Angeles
 
Pera, Messi expulso?
 
Sim, é real, e só pela segunda vez na carreira! Depois de um lance na linha de fundo com o zagueiro Medel, o craque argentino foi duramente cobrado pelo rival, que encostou a cabeça e o peito no argentino. O árbitro Mario Díaz de Vivar, no desespero, acabou expulsando os dois – ainda que Messi mal tenha reagido às provocações de Medel. O árbitro não quis saber nem do VAR e manteve a decisão, para protesto dos torcedores na Arena Corinthians. Com o vermelho, Messi ainda vai perder a primeira partida da Argentina nas Eliminatórias para a Copa de 2022, em março próximo.
 
Messi diz que Copa América está "armada para o Brasil"
 

O craque argentino, expulso por desentendimento com Medel, voltou a fazer duras críticas à Conmebol e não voltou ao gramado para receber a medalha de bronze pelo terceiro lugar.
 
– Não fui à premiação porque nós não temos de ser parte desta corrupção. Nos faltaram com respeito durante toda a Copa. Não nos deixaram chegar à final – reclamou Messi.– Brasil campeão? Creio que não haja dúvida. Lamentavelmente creio que está armada para o Brasil. Tomara que os árbitros e o VAR não interfiram e que o Peru possa competir, porque tem time pra isso. Mas vai ser difícil.    Que lambança, amigão!Mario Díaz de Vivar, árbitro paraguaio, deixou os jogadores mandarem na partida. Permitiu lances duros, princípios de confusões e nada fez diante de jogadas mais ríspidas do Chile. Não à toa, foi o personagem em campo mais vaiado pelos torcedores na Arena Corinthians – que pagaram ingresso pelo pacote completo, com Messi por 90 minutos em campoNão era para vermelho?Mario Díaz de Vivar expulsou Messi, mas deu apenas cartão amarelo ao volante chileno Pulgar por essa entrada em ParedMessi pelo mundo

  • expulsão de Messi repercutiu (mal) por todo o mundo. Jornais argentinos e espanhóis, principalmente, chamaram o lance de "vergonha" e "surrealista".
     
    Primeiro tempo
     

    A Argentina jogou para ganhar, enquanto o Chile já estava com a cabeça longe da Copa América. Pressionando desde o início, a equipe de Lionel Scaloni criou chances e abriu o placar logo aos 11 minutos, quando Messi cobrou falta rapidamente e encontrou Agüero sozinho para driblar Arias e marcar. Pouco depois, aos 21, Dybala aumentou após passe de Lo Celso. Com o jogo praticamente decidido e a saída de Alexis Sánchez, lesionado, o Chile passou a levar a partida para o lado da provocação – e conseguiu assim a expulsão bizarra de Messi, que tomou cartão junto com Medel. O jogo praticamente acabou com a saída do camisa 10, indignado, porém aplaudido pelo público presente na Arena Corinthians.
     

    Segundo tempo
     

    A Argentina passou a administrar o jogo e investir em contra-ataques, finalizando só na boa. Mesmo assim, teve mais volume do que o rival, principalmente após a entrada de Di María – o experiente meia-atacante criou lances e quase deu o terceiro gol para Agüero. O Chile, perdido, só brilhou com o gol de pênalti de Vidal, numa jogada revisada pelo VAR em cima de Aránguiz. Não houve, porém, tempo nem vontade de uma reação mais intensa.

     

Messi não voltou para receber medalha

Irritado com a expulsão, o craque argentino não reapareceu no gramado para pegar sua medalha de bronze.
 
Despedida de São Paulo

Foram seis jogos na capital paulista nesta Copa América – três no Morumbi e três na Arena Corinthians. Os gramados, pelo menos em São Paulo, passaram ilesos às reclamações que se tornaram comuns durante o torneio, e não houve grandes problemas de organização. Os cinco jogos além de Argentina x Chile: Brasil 3 x 0 Bolívia, Japão 0 x 4 Chile, Colômbia 1 x 0 Catar (os três no Morumbi); Brasil 5 x 0 Peru e Colômbia 0 (4) x (5) 0 Chile (na Arena Corinthians).
 

  • Público e renda

    Público: 41.573 pagantes/2.696 não pagantes.
    Renda: R$ 7.180.385,00.

  • Adeus melancólico

    O Chile deixa a Copa América com duas derrotas seguidas, para Peru e Argentina, além da lesão de Alexis Sánchez e o jogo abaixo da média de Arturo Vidal. A renovação lenta da seleção chilena pode ser problema para o próximo ciclo de Copa do Mundo – vale lembrar que o Chile ficou fora da Copa do Mundo de 2018.
     
     
     
    Sem Messi, jogadores da Argentina posam com medalha de bronze da Copa América (Foto: Marcos Ribolli)
    Em 06 de julho de 2019
    Divulgação: Site Eternamente Futebol 
    Fonte: globo Esporte