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Redação no Enem: Quais as Mudanças para 2017 e Liminar impede nota zero à redação do Enem que afrontar direitos humanos

Redação no Enem
 
SERÃO ABORDADOS NESTA POSTAGEM DOIS ASSUNTOS SOBRE A REDACÃO DO ENEM 2017
 
  1-Quais as Mudanças para 2017
 
 2-Liminar impede nota zero à redação do Enem que afrontar direitos humanos
 
No primeiro domingo, a prova terá duração de 5 horas e 30 minutos, ou seja, o que vale exatamente 1 hora para a resolução de sua redação. E no segundo domingo 4 horas e 30 minutos, o que deve ser tempo o suficiente para a resolução de toda a prova.
Com essa afirmação, fica de lado os boatos de que iria ser retirada a redação. A redação é uma das partes mais importantes para a prova. É onde é avaliada a escrita e a leitura do candidato, para ver se ele está apto a uma vaga na universidade pública (Sisu), universidade particular (ProUni) e financiamento estudantil (Fies).
 
Ao ver pedagógico, a prova realizada logo no primeiro dia, pode ser de extrema importância para o candidato, já que fica mais tranquilo. Este método de não realizar redação junto as matérias de exatas já vem sendo aplicadas em muitas escolas do país, e sendo cada vez mais aprovadas pelos alunos. A equipe pedagógica, alega que o aluno fica com desgaste psicológico e físico muito grande, quando aplicada uma prova de português e matemática no mesmo dia.

Dicas para a redação 2017
O caderno de linguagens, códigos e suas tecnologias, sempre foi muito extenso, e será ainda mais com a redação. Por isso todo cuidado é pouco na administração de tempo. O tempo médio é de 3 minutos e meio para cada questão, mais 1 hora de redação.

  • A dica mais importante é você ler. Leia tudo, jornais, revistas, livros, artigos etc. Assim seu cérebro armazenará uma grande informação que poderá ser útil durante a prova.
  • Estude em casa, treine com temas diversos e apostilas e materiais, torne isso um hábito e assim, poderá escrever sobre qualquer tema que cair na prova.
  • Outro ponto importante é ler a prova, leia os textos e as questões, com toda a calma, pois quando você for realizar a prova, você vai conseguir distinguir quais são as perguntas mais fáceis e as mais difíceis, isso pode facilitar e muito na hora de responder.
  • Sempre crie tópicos com os pontos que você quer abordar em sua redação. Desta forma você consegue se organizar melhor, sem fugir do tema e da coerência.
  • A redação o que para muitos é mais complicada, é recomendável primeiro fazer o texto (em formato de rascunho), conferir e depois passar a limpo, pra só depois começar a realmente fazer a prova.
  • Com a redação já feita, você consegue ter uma concentração melhor no caderno de questões e podendo assim obter um melhor resultado.
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Principais mudanças do Enem
 
O que antes as provas eram aplicadas no final de semana (sábado e domingo), agora será aplicado em dois domingos.
 

  • Sabatistas, não terão mais ter que esperar em confinamento para realizar a provas.
  • A redação passa a ser aplicada no primeiro dia de prova, juntamente com o caderno de linguagens, códigos e suas tecnologias.
  • O caderno de prova já vai ser impresso como o nome e o número de inscrição do candidato, isso para uma maior segurança.
  • O primeiro dia, passa a ter uma hora mais na prova, ou seja, 5 horas e 30 minutos, e no segundo dia 4horas e 30 minutos.
  • Os estudantes que são cadastrados no CadÚnico, também serão isentos.
  • O Enem deixa de divulgar os Ranking das escolas no Exame nacional do ensino médio.
  • O Enem não emitirá mais o certificado para a conclusão do ensino médio.

Fonte: ENEM2017.biz
 
LIBERDADE DE OPINIÃO
 

Liminar impede nota zero a redação do Enem que afrontar direitos humanos
 
A regra do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que prevê nota zero à redação que ofender os direitos humanos viola a liberdade de manifestação do pensamento. A decisão é do desembargador federal Carlos Moreira Alves, da 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. A prova de redação do Enem será aplicada a mais de 6 milhões de candidatos no dia 5 de novembro.
 
A suspensão da regra, em caráter de urgência, atende a um pedido da Associação Escola Sem Partido. A entidade sustenta que a regra questionada pune a expressão de opinião e que ninguém é obrigado a dizer o que não pensa para poder ter acesso às universidades.
“Não existe um referencial objetivo em relação aos parâmetros a se adotar na avaliação das propostas de intervenção para o problema abordado, impondo-se aos candidatos, em verdade, respeito ao ‘politicamente correto’, na mais do que um ‘simulacro ideológico’ dos direitos humanos propriamente ditos”, afirmou.
 
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela organização do Enem, defendeu a regra e disse que vai recorrer. “Conforme pacificado pela Suprema Corte, não se admite ao Poder Judiciário reexame de critérios de
correção de processos seletivos”, disse. “Todos os critérios de eliminação na prova discursiva, inclusive o aqui impugnado, foram estabelecidos pelo edital do processo seletivo em fiel observância à isonomia entre os participantes”, complementou.
Ao analisar o caso, o desembargador invocou dois fundamentos para sustentar a ilegitimidade desse item do edital do Enem. O primeiro a ofensa à garantia de liberdade de manifestação de pensamento e opinião. O segundo, a falta de um referencial objetivo que determine qual opinião deve ser considerada preconceituosa, racista, intolerante ou desrespeitosa.
 
Na decisão, o desembargador assinala que o conteúdo ideológico do desenvolvimento do tema da redação é, ou deveria ser, um dos elementos de correção da prova discursiva, e não fundamento sumário para sua desconsideração.
“Transforma-se, pois, mecanismo de avaliação de conhecimentos em mecanismo de punição pelo conteúdo de ideias, de acordo com o referencial dos corretores a propósito de determinado valor, no caso os direitos humanos, que, por óbvio, devem ser respeitados não apenas na afirmação de ideias desenvolvidas, mas também em atitudes e não dos participantes do Enem, mas de todo o corpo do tecido social”,  escreveu o desembargador.
 
Ainda de acordo com o desembargador, o próprio Inep não tem muita segurança quanto à legitimidade do item do edital. “Não vejo maior relevância na argumentação do agravado de que, conforme pacificado pela Suprema Corte, não se admite ao Poder Judiciário reexame de critérios de correção de processos seletivos. No caso em exame, não se trata de critério de correção de prova, mas, sim, de negativa de correção da mesma, mediante atribuição de nota zero sem que se faça tal atribuição mediante a avaliação intelectual de seu conteúdo ideológico”, advertiu. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRF-1.
 
 
Processo 0072805-24.2016.4.01.0000/DF
 
Fonte: Revista Consultor Jurídico